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Paracambi,25/02/2026

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PT quer André Ceciliano como governador em eleição indireta na Alerj

Jornal Tempo Real
PT quer André Ceciliano como governador em eleição indireta na Alerj

Petistas próximos ao presidente Lula têm trabalhado para convencer o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano (PT), a ser candidato ao governo do estado quando Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar uma vaga no Senado.

Neste momento, há uma grande preocupação no PT sobre a formação de um palanque forte para Lula no Estado do Rio — e boa parte dos petistas não confia no prefeito Eduardo Paes (PSD). O substituto de Castro será escolhido pela Assembleia Legislativa e vai comandar o estado até dezembro.

Ceciliano pretendia voltar à Assembleia Legislativa — e, quem sabe, à presidência da casa, cargo que ocupou entre 2017 e 2022. Sua família, e os amigos mais próximos, apoiam a ideia. Mas o chamado dos petistas mexeu com o homem.

Um encontro com Lula, nos próximos dias, deve selar a decisão.

Entrevista de Cavaliere acendeu o sinal de alerta e a turma resolveu colocar Ceciliano na disputa

Capitaneado pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias — mas também integrado por deputados estaduais e federais — o grupo que pressiona Ceciliano diz estar convencido de que Paes não vai oferecer um palanque confiável a Lula.

A entrevista do vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), ao jornal “O Globo”, publicada no dia 3 de dezembro, deixou os petistas de cabelo em pé. O moço — considerado pelos políticos uma réplica do prefeito — criticou o que chamou de “lero-lero do PT” na segurança e defendeu, com todas as letras, a neutralidade de Paes sobre Lula na campanha, para atrair apoios mais à direita.

A entrevista não repercutiu tanto porque foi publicada no mesmo dia em que o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), foi preso. Mas não passou despercebida.

Ao contrário.

Dirigente do PSD estaria preparando a reedição da chapa dissidente ‘Aezão’

Um deputado de centro-direita contou a petistas ter ouvido do presidente estadual do PSD, Pedro Paulo, que a turma mais ligada a Paes vai organizar uma “chapa alternativa”, sem Lula para a presidência.

Um movimento semelhante ao criado, em abril de 2014, pelo então presidente da Alerj e do MDB fluminense, Jorge Picciani, que juntava a candidatura de Luiz Fernando Pezão (MDB) ao governo do estado à de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Batizada de “Aezão”, a chapa foi o resultado de uma dissidência — ou, como muitos consideraram à época, de uma traição — já que a candidata oficial de Pezão era a petista Dilma Rousseff.

O fato é que Paes, pré-candidato a governador de um estado que nas últimas eleições votou majoritariamente com a direita e em políticos bolsonaristas, tem evitado falar muito de Lula.

Há quem jure, inclusive, que presidente e o prefeito do Rio não se encontram há cerca de três meses.

Fonte: Berenice Seara - Jornal Tempo Real 




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