Coronavírus: Governo do Estado confirma 233 casos em Paracambi

Dados divulgados pela prefeitura conflitam com dados do Estado

Covid-19

De acordo com levantamento do Governo do Estado do Rio de Janeiro, divulgado na última segunda-feira (25), através de seu portal oficial, o município de Paracambi aparece com 233 casos confirmados de coronavírus.

O número divulgado pelo estado não confere com o último levantamento da Prefeitura Municipal da cidade publicado no mesmo dia. Nele, há informação de que apenas 166 casos foram confirmados no município. Confira a lista com o panorama das cidades divulgada pelo Governo do Estado:

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Print, listagem de cidades

Ainda não há informação sobre a subnotificação de 67 casos na cidade. Vale a pena salientar que todos os exames de diagnóstico de Covid-19 em Paracambi são encaminhados para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels), a qual o Governo do Estado monitora e baseia-se nos dados.

Dados da evolução do coronavírus em Paracambi

O primeiro caso de Covid-19 no município, foi divulgado no dia 8 de abril. Desde então, os casos na cidade vem aumentando e preocupando grande parte da população, acompanhe:

  • 18 de março – Prefeitura Municipal decreta estado de emergência
  • 8 de abril – primeiro caso confirmado
  • 22 de abril – medidas de prevenção (barreira sanitária e uso de máscaras são adotadas)
  • 23 de abril – primeiro óbito divulgado
  • 15 de maio – 100 casos confirmados
  • 20 de maio – 10 óbitos confirmados
  • 25 de maio – 166 (?) casos confirmados
  • 25 de maio – 14 óbitos confirmados

O que dizem os envolvidos:

A prefeitura municipal afirma não saber dos dados divulgados, e cita: “entraremos em contato para pedir para corrigirem”. O Governo do Estado, através de sua assessoria, emitiu a seguinte nota:

“A Subsecretaria de Vigilância em Saúde esclarece que coleta os dados de coronavírus nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde após inclusão das informações pelos municípios. Contudo, eventualmente os sistemas do MS apresentam instabilidade e os municípios adiam as notificações. Por isso, pode haver defasagem de informações, sendo os casos mais antigos contabilizados primeiro,” citou o órgão.

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